sábado, 1 de março de 2008

[dias atrás]:

Sua namorada: "eu não confio em você. você anda me traindo".
Você: "isso é ridículo, é claro que não" [então pensa, quanto a ela achar isso com o tempo eu mostro que não é bem assim, o problema é que quem acha que tá sendo traído, costuma querer "dar o troco" e numa dessa eu saio no prejuízo].

[hoje]:

Um toque só no telefone, *é pra você ligar pra ela*
Você liga no número fixo do celular, "serviço indisponível no momento".
Você liga no celular:

Sua namorada: "oi, tudo bem?"
Você: "tudo, e você?"

Sua namorada: "tô saindo".
Você: "percebi, não consegui ligar no seu fixo." [você ouve um barulho de vento entrando pela janela]

Você: "tá no ônibus?"
Sua namorada: "Não, tô no carro, encontrei uns amigos".

Você [sente seu estômago se dobrando] : "alguém que eu conheça???"

Sua namorada: "Não"

Você pensa: [se um tivesse no lugar do outro, esse teria sido o fim do namoro].
Você se pergunta: [porque eu continuo com isso? Porque faço tanta força por um relacionamento no qual eu vou passar a vida não podendo fazer tudo que ela faz quando quer?].

O resto da conversa foi pouco substancial porque enquanto pensava tudo isso e tentava não vomitar, você não conseguiu falar.

Ficou no "depois a gente se fala" mesmo.

E então tudo que você consegue desejar com toda sua força, é que, mesmo com tanto "deixar pra depois", você escolha o seu caminho ANTES da bifurcação passar.

Só pra evitar o estrago.

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